Paulo Roberto Gomes Fernandes acompanha de forma recorrente a evolução dos padrões técnicos e regulatórios que orientam a indústria de oleodutos e gasodutos, especialmente quando o tema envolve gestão de riscos ambientais. Em 2026, a atuação da American Society of Mechanical Engineers na América do Sul segue sendo um marco importante nesse processo, sobretudo a partir dos estudos iniciados após conferências técnicas voltadas à avaliação de adversidades geológicas e ambientais que impactam diretamente a infraestrutura dutoviária na região.
A ASME consolidou, ao longo de mais de um século, sua posição como uma das principais referências globais em códigos e padrões de segurança aplicáveis à indústria de óleo, gás e energia. Conforme analisado por especialistas do setor, a expansão da atuação da entidade na América do Sul está diretamente relacionada ao crescimento da demanda por infraestrutura e à necessidade de alinhar projetos regionais às melhores práticas internacionais. Paulo Roberto Gomes Fernandes observa que esse movimento contribui para elevar o nível técnico dos empreendimentos e reduzir riscos operacionais de longo prazo.
Padrões internacionais e a segurança na indústria de dutos
De acordo com avaliações técnicas amplamente difundidas no setor, o principal papel da ASME é o desenvolvimento e a disseminação de códigos e padrões de segurança adotados por empresas que priorizam rigor técnico e confiabilidade operacional. Paulo Roberto Gomes Fernandes ressalta que esses padrões funcionam como referência global, sendo utilizados tanto em processos de importação e exportação quanto na certificação de equipamentos e sistemas críticos.
Esses códigos são aplicáveis a diferentes tipos de ativos, incluindo gasodutos, oleodutos, vasos de pressão e embarcações industriais. Conforme se observa no mercado, a adoção de padrões reconhecidos internacionalmente reduz assimetrias regulatórias entre países e facilita a integração de cadeias produtivas globais. Esse aspecto torna-se ainda mais relevante em regiões em expansão, como a América do Sul, onde novos projetos convivem com desafios geográficos e ambientais complexos.
Conferências técnicas e disseminação de conhecimento especializado
Além da normatização, a ASME mantém forte atuação na promoção de conferências técnicas e na difusão de conhecimento especializado. Conforme se avaliava desde a década passada, a realização de eventos voltados à engenharia de dutos tornou-se uma ferramenta estratégica para discutir riscos geotécnicos, adversidades ambientais e soluções aplicadas a diferentes contextos regionais. Paulo Roberto Gomes Fernandes analisa que esses encontros fortalecem a troca de experiências entre profissionais, universidades e empresas.
A Pipeline Geotechnical Conference, por exemplo, surgiu com o objetivo de debater temas como deslizamentos de terra, terremotos, cruzamentos de rios e outras condições geológicas que afetam diretamente a integridade dos dutos. A formação de grupos de trabalho a partir dessas conferências permitiu estruturar listas de práticas recomendáveis, adaptadas às realidades específicas da América do Sul, ampliando a maturidade técnica do setor.
Gerenciamento de riscos ambientais e particularidades regionais
Na interpretação de Paulo Roberto Gomes Fernandes, um dos pontos centrais desses estudos é o reconhecimento de que cada país apresenta características próprias em termos de geografia, clima e infraestrutura. Conforme sinalizado por análises institucionais, a combinação entre déficit histórico de infraestrutura e aumento da demanda energética cria um ambiente propício à inovação técnica, especialmente no Brasil.

Nesse cenário, o gerenciamento de riscos ambientais deixa de ser um tema acessório e passa a integrar o planejamento estratégico dos projetos. A elaboração de práticas recomendáveis voltadas à prevenção de acidentes, à mitigação de impactos ambientais e à adaptação a condições adversas torna-se essencial para a sustentabilidade dos empreendimentos. Esse enfoque ganha ainda mais relevância diante do crescimento de projetos associados ao pré-sal e a outras fronteiras energéticas.
Capacitação, inovação e desenvolvimento tecnológico
Outro eixo relevante da atuação da ASME está na capacitação profissional. Conforme se observa no setor, programas de treinamento e desenvolvimento sobre códigos, padrões e temas técnicos avançados contribuem para formar profissionais mais preparados para lidar com desafios contemporâneos da engenharia de dutos. Paulo Roberto Gomes Fernandes destaca que a qualificação técnica é um dos pilares para a adoção efetiva de padrões internacionais.
Paralelamente, a indústria brasileira passou a se destacar pelo investimento em inovação, envolvendo empresas, universidades e centros de pesquisa. Avaliações técnicas indicam que esse movimento tende a gerar soluções adaptadas às necessidades locais, ao mesmo tempo em que dialoga com referências globais de segurança e desempenho. A interação entre demanda elevada e ambiente regulatório mais exigente cria condições favoráveis ao desenvolvimento tecnológico.
Perspectivas para a indústria de dutos na América do Sul
Sob o entendimento de Paulo Roberto Gomes Fernandes, a intensificação dos estudos de riscos ambientais representa um avanço estrutural para a indústria de dutos sul-americana. A consolidação de práticas recomendáveis, aliada à capacitação técnica e à inovação, contribui para reduzir vulnerabilidades históricas e aumentar a confiabilidade dos projetos.
Por fim, observa-se que a atuação de entidades técnicas internacionais, em conjunto com o fortalecimento da engenharia local, tende a impulsionar um novo ciclo de desenvolvimento na região. Em 2026, a expectativa é que esses esforços continuem orientando decisões estratégicas, promovendo uma infraestrutura mais segura, resiliente e alinhada às exigências ambientais contemporâneas.
Autor: Viktor Ivanov



