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Rodrigo Gonçalves Pimentel revela: Quando faz sentido criar uma holding familiar? 

Rodrigo Gonçalves Pimentel, sendo advogado e filho do desembargador Sideni Soncini Pimentel, comenta o assunto que envolve estruturas de proteção patrimonial para famílias. A holding familiar é uma dessas ferramentas que, embora amplamente discutida, ainda gera dúvidas sobre o momento certo de ser adotada. 

Neste artigo, serão abordados os principais aspectos que justificam a criação dessa estrutura: os benefícios tributários e sucessórios, a proteção do patrimônio familiar, a governança entre herdeiros e os cuidados necessários antes de qualquer decisão.

O que é uma holding familiar e como ela funciona na prática?

A holding familiar é uma pessoa jurídica criada com o objetivo de concentrar e administrar os bens de uma família, sejam imóveis, participações societárias, aplicações financeiras ou outros ativos relevantes. Ao reunir o patrimônio sob uma única estrutura, a família passa a gerenciar seus bens de forma centralizada, com regras claras estabelecidas no contrato social ou estatuto.

Rodrigo Gonçalves Pimentel
Rodrigo Gonçalves Pimentel

Na prática, os bens deixam de estar registrados diretamente no nome das pessoas físicas e passam a integrar o capital social da empresa. As quotas ou ações dessa empresa são então distribuídas entre os membros da família conforme a vontade dos seus fundadores. Segundo Rodrigo Gonçalves Pimentel, esse modelo facilita a gestão cotidiana, permite a antecipação da sucessão e cria um ambiente mais previsível para futuras transições patrimoniais.

Quais são as vantagens tributárias mais relevantes dessa estrutura?

Um dos pontos mais citados por Rodrigo Gonçalves Pimentel ao orientar clientes sobre o tema é o impacto fiscal que a holding pode proporcionar. A tributação sobre rendimentos de aluguéis recebidos por pessoa física pode chegar a 27,5% pelo Imposto de Renda. Dentro de uma holding, a mesma receita pode ser tributada de forma mais eficiente, dependendo do regime adotado.

Além disso, o processo de inventário, que costuma ser lento, caro e desgastante, pode ser praticamente eliminado com planejamento adequado. A doação antecipada das quotas com cláusulas de usufruto, inalienabilidade e incomunicabilidade permite transferir o patrimônio ainda em vida, com incidência de ITCMD muitas vezes em patamares inferiores ao que ocorreria no inventário judicial.

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Como a holding protege o patrimônio familiar de riscos externos?

A proteção patrimonial é outro pilar que sustenta a decisão de criar uma holding. Quando os bens estão em nome de uma pessoa física, ficam mais expostos a eventuais dívidas pessoais, ações judiciais ou instabilidades financeiras. A estrutura societária, quando bem desenhada e sem vícios que caracterizam fraude a credores, oferece uma camada adicional de segurança.

Rodrigo Gonçalves Pimentel destaca que a holding não é um escudo absoluto, mas representa um arranjo juridicamente robusto quando acompanhado de transparência e regularidade fiscal. As famílias com patrimônio diversificado, sócios em diferentes negócios ou membros expostos a riscos profissionais encontram nessa estrutura um mecanismo eficaz de organização e proteção do legado construído.

De que forma a holding contribui para a governança entre herdeiros?

A ausência de regras claras sobre o uso e a gestão do patrimônio familiar costuma ser fonte de conflitos entre herdeiros. A holding permite que essas regras sejam formalizadas no próprio contrato social, definindo quem administra os bens, como são tomadas as decisões e quais são os direitos de cada membro.

Para o advogado Rodrigo Gonçalves Pimentel, o contrato social de uma holding familiar bem estruturada funciona como um protocolo de convivência patrimonial entre gerações. Mais do que um documento jurídico, trata-se de um acordo que define o futuro da riqueza familiar com clareza, responsabilidade e previsibilidade para todos os envolvidos.

Quando, de fato, a criação de uma holding familiar se justifica?

A holding familiar não é uma solução universal e tampouco isenta de custos. Há despesas com abertura, contabilidade e obrigações acessórias. Por isso, a avaliação deve ser criteriosa: famílias com patrimônio relevante, múltiplos imóveis ou participações empresariais tendem a se beneficiar de forma mais clara dessa estrutura.

A orientação de Rodrigo Gonçalves Pimentel é partir de um diagnóstico individualizado. Cada família possui uma realidade própria, e o planejamento patrimonial deve refletir essa singularidade. A holding pode ser o caminho mais eficiente para preservar o legado familiar, desde que estruturada com base em dados concretos e objetivos bem definidos.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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